sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Atividades Desenvolvidas pelo Cecane UnB no ano de 2008

Em 2008 o Centro Colaborador realizou muitas atividades e desenvolveu vários produtos. No inicio do ano, o CECANE participou do Workshop de Apresentação de Produtos dos Centros Colaboradores nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro.
Dando continuidade as atividades, no primeiro semestre curricular de 2008 aconteceu a seleção de monitores para capacitar nutricionistas, conselheiros e merendeiros das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Devido a algumas dificuldades, não foi possível realizar todas as capacitações previstas. Mesmo assim, foram capacitados 15 merendeiros (1 turma no DF), 234 conselheiros (6 turmas - Aparecida de Goiânia-GO, Maracaju-MS, Nova Andradina-MS, Óbidos-PA, Santa Maria do Pará-PA e Paraíso do Tocantins-TO) e 18 nutricionistas (1 turma - Gurupi-TO).
Durante todo o ano foram realizadas algumas pesquisas. A pesquisa sobre o teste de aceitabilidade mostrou um resultado muito importante verificando que não há correlação entre o teste de resto-ingestão e o teste da escala hedônica facial. O Centro também desenvolveu uma pesquisa piloto referente ao monitoramento dos conselhos de alimentação escolar capacitados em 2007. Além das duas citadas, o Projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis desenvolveu várias pesquisas e atividades com todos os atores envolvidos no ambiente escolar.
Ainda no primeiro semestre curricular de 2008, o CECANE firmou uma parceria com os professores do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília e no segundo semestre letivo de 2008, o CECANE ofereceu uma disciplina, denominada Seminário Avançado: Alimentação Escolar, na UnB, exclusiva ao curso de nutrição, tendo uma boa avaliação pelos alunos no final do semestre. Além da disciplina ofertada, o Centro Colaborador recebeu ao longo do segundo semestre 6 estagiários curriculares e alunos de projetos de Iniciação Científica - PIBICs.
Além dessas atividades, o Centro firmou algumas parcerias ao longo do ano de 2008 como, por exemplo, com o SENAR e a Secretaria de Educação do DF. Houve também a inserção do Cecane no Fórum Distrital de Segurança Alimentar e Nutricional.
Durante o segundo semestre foi feito o planejamento de toda a logística para o ano de 2009. Além disso, iniciou-se o desenvolvimento de uma produção científica referente a Análise do Conhecimento (Avaliação das Capacitações) relacionando as capacitações de 2007 e 2008 entre os diferentes atores.
O CECANE realizou a II Jornada de Alimentação Escolar que aconteceu em agosto, onde contou com a participação de representantes da Secretaria da Educação, Secretaria da Agricultura relacionada com a temática da alimentação escolar, entre outros segmentos. O evento contou com a participação de vários membros da comunidade acadêmica e da comunidade em geral. Destaca-se no segundo semestre, também, a VIII Semana de Extensão da Universidade de Brasília, no final de setembro, oferecendo cursos para nutricionistas e conselheiros de alimentação escolar.
Para encerrar o ano, o Centro participou do Encontro Nacional de Alimentação Escolar que aconteceu entre os dias 25 a 29 de novembro de 2008 na cidade de Natal. Além da participação em colóquios, o Cecane contribuiu com um stand mostrando para todos os participantes as atividades desenvolvidas pelo Centro Colaborador.
Texto elaborado por Flávia Vieira - Agente do PNAE - Cecane UnB/Norte e Centro-Oeste.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Debate sobre a Terceirização da Alimentação Escolar no DF

Na última sexta-feira (05/12) aconteceu, na Escola Parque da 308 Sul, um Debate sobre a Terceirização da Alimentação Escolar. Primeiramente foi apresentado um vídeo sobre cidadania. Em seguida, foram convidados os participantes para compor a mesa: Presidente CAE, representante do conselho de professores, representante do conselho de auxiliares da educação, representante do FNDE, representante do CONSEA, representante do CRN, representante do CECANE-UnB, representante da CUT e a representante do Poder Legislativo do DF - Deputada Érika Kokay.
Foram discutidas várias questões, dentre elas as vantagens e desvantagens da terceirização, como ficará a situação da merendeira com a terceirização e, também, foi levantada a questão da necessidade da contratação de mais nutricionistas para atuar no ambiente escolar.
Dentre o público presente, estavam merendeiros, pais de alunos, professores, nutricionistas e outras pessoas interessadas no tema. O debate foi aberto para que o público pudesse questionar os membros da mesa.
No final do debate foi feito um encaminhamento com tudo o que foi discutido e o documento foi lido para o público. Nesse encaminhamento, os principais pontos estabelecidos foram: deve-se discutir a questão da economicidade da terceirização, a sociedade deve cobrar da Secretaria de Educação e do GDF para melhorar a situação atual da alimentação escolar, a necessidade de audiência pública para o governo discutir com a sociedade o processo de terceirização e a urgência de contratar nutricionistas para garantir a boa execução do programa.
Texto elaborado por Flávia Vieira - Agente do PNAE - Cecane UnB/Norte e Centro-Oeste.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

CECANE participa da VIII Semana de Extensão da UnB

O Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar – CECANE/UNB participou da VIII Semana de Extensão da Universidade de Brasília, no dia 30 de setembro de 2008, oferecendo à comunidade dois mini-cursos relacionados ao tema alimentação escolar.
O primeiro mini-curso, denominado “CAE, você sabe o que é?” foi oferecido no período matutino para Conselheiros do CAE e para a comunidade. Foram realizadas atividades que contribuíram para o desenvolvimento de habilidades básicas nos conselheiros para a adequada execução de atribuições no Conselho de Alimentação Escolar (CAE) do Programa de Alimentação Escolar (PAE) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), tendo em vista o incentivo ao trabalho em conjunto com a comunidade escolar e com toda a população. Os temas trabalhados nesse mini-curso foram:
- “Você conhece o PNAE?”
- “Você, Conselheiro, Sabe as Atribuições e a Importância do seu Papel na Alimentação Escolar?”
- Entendendo o Cardápio do PNAE”
- Qual a minha importância afinal?
No período vespertino foi oferecido o mini-curso “O Papel do Nutricionista na Alimentação Escolar” para nutricionistas e estudantes do curso de nutrição. Foram realizadas atividades que demonstram o papel do nutricionista perante a Alimentação Escolar e a importância do mesmo no PNAE, com a finalidade de incentivar o trabalho em conjunto com a comunidade escolar e com toda a população. Os temas trabalhados no mini-curso de nutricionistas foram:
- “Você conhece o PNAE?”;
- “Você, Nutricionista, sabe as atribuições e a importância do seu papel na alimentação escolar?”;
- “Aprenda a analisar o cardápio de acordo com o PNAE”;
“Qual a importância do teste de aceitabilidade?”.
No primeiro mini-curso, houve sete participantes. As atividades aconteceram de maneira satisfatória e a avaliação deste mini-curso foi ótima. Para esse mesmo curso a atividade dinâmica proposta também obteve classificação máxima por 100% dos participantes.
O mini-curso ministrado no período vespertino “O papel do nutricionista na alimentação escolar”, com dezenove inscritos, obteve desempenho considerado ótimo por 64,3% dos aprendizes, muito bom por 28,6% e bom por 7,1%. A atividade dinâmica realizada foi considerada ótima por 40%, muito boa por 46,7% e boa por 13,3% dos participantes.
As atividades da semana de extensão foram um excelente meio de informar à comunidade sobre o PNAE e também de estimular a execução do controle social nos participantes.

Texto elaborado pela estagiária do CECANE/UNB Raquel Zendron

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Divulgação da Avaliação da II Jornada de Alimentação Escolar

Nos dias 26 e 27 de Agosto aconteceu a II Jornada de Alimentação Escolar realizada pelo CECANE Norte e Centro-Oeste na Universidade de Brasília.

Em cada dia do evento, os participantes respondiam um questionário para avaliar alguns quesitos da Jornada. Eram avaliados tanto os temas das palestras quanto os palestrantes utilizando como notas: ótimo, muito bom, bom, regular e ruim. Segue abaixo um resumo da avaliação da Jornada:
1º Dia: 26/08
  • Quanto aos Temas das Palestras, a avaliação ficou entre Ótimo e Muito bom.
  • Quanto aos Palestrantes, a avaliação ficou entre Muito bom e Bom.
  • Avaliação Geral do 1º Dia de evento: Muito bom (44,20%).

2º Dia: 27/08

  • Quanto aos Temas das Palestras, a avaliação ficou entre Ótimo e Bom.
  • Quanto aos Palestrantes, a avaliação ficou entre Ótimo e Muito Bom.
  • Avaliação Geral do 2º Dia de evento: Muito bom (52,78%).
Obrigada pela participação de todos.

Veja algumas fotos do Evento:

Texto elaborado por Flávia Aparecida Vieira - Agente do PNAE - Cecane Norte e Centro-Oeste.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

II Jornada de Alimentação Escolar

Nos dias 26 e 27 de Agosto será realizada a II Jornada de Alimentação Escolar organizada pelo CECANE Norte e Centro-Oeste com parceria do FNDE. O evento ocorrerá no Auditório Dois Candangos da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e será gratuito. Será aberto para Nutricionistas, estudantes do curso de Nutrição, profissionais de saúde e para todos aqueles que estiverem interessados no evento. Para participação na Jornada é necessário fazer a inscrição. A mesma já iniciou no dia 18 e vai até o dia 25. Devem ser feitas na Secretaria do Departamento de Nutrição na Faculdade de Saúde da UnB de 08:30 às 11:30, na sala da Prof Raquel Botelho - Conjunto 12 Sala 57 na Faculdade de Saúde da UnB - das 14:00 às 17:00 ou ainda através do site www.rebrae.com.br
Nesse site, a ficha de inscrição se encontra no link "Acontece Alimentação". A ficha, após preenchida, deve ser encaminhada para o e-mail do CECANE: cecaneunb@gmail.com
Quem fizer a inscrição via on-line terá que assinar a ficha de inscrição no primeiro dia do evento. Para isso, levaremos todas fichas impressas para que os participantes possam assinar.
Para aqueles que não conseguirem fazer a inscrição antes, no primeiro dia do evento (26/08) ainda poderão se inscrever de 08:00 às 08:30 no próprio local da Jornada. O evento ocorrerá em 2 dias das 08:00 ás 17:30 com a participação de vários palestrantes abordando temas atuais sobre alimentação escolar. Além, disso estaremos comemorando também o Dia do Nutricionista e o Dia Mundial da Alimentação. Qualquer dúvida é só entrar em contato pelo telefone 3307-2510 – Falar com a Elida (Departamento de Nutrição da UnB) ou via e-mail: cecaneunb@gmail.com
A programação e o cartaz do evento estão disponíveis, juntamente com a ficha de inscrição, no site da Rebrae.

Texto elaborado por Flávia Aparecida Vieira (Agente do PNAE - CECANE Norte e Centro-Oeste)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) foi ampliado

O decreto Nº 6.447, de 7 de maio de 2008, inclui como membro do grupo gestor do PAA, o Ministério da Educação. De acordo com esse decreto, o Grupo Gestor definirá, entre outras coisas, as modalidades de aquisição dos produtos agropecuários destinados à formação de estoques estratégicos e às pessoas em situação de insegurança alimentar, inclusive para o atendimento da alimentação escolar.
Segundo César de Medeiros, diretor da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, a aquisição dos produtos regionais dos agricultores familiares para a merenda escolar fará com que o aluno tenha uma alimentação mais próxima da sua realidade
Desta forma, a utilização do PAA no PNAE para a aquisição de gêneros alimentícios na alimentação escolar, pode ser um fator relevante para a geração de renda aos agricultores familiares, além de promover a segurança alimentar e o conceito de qualidade nutricional (SCHIRMANN, 2007).
Texto elaborado por: Maria Antônia Ribeiro Araújo (estagiária CECANE)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Projeto de lei estimula debate sobre alimentação escolar

Os debates sobre como a alimentação escolar pode reforçar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tomaram corpo nesta quarta-feira, 18, no último dia do Seminário do PAA, em Brasília. Agricultores familiares e representantes de instituições envolvidas com segurança alimentar e nutricional demonstraram interesse na aprovação do PL 2.877/2008 e na regulamentação do decreto da Presidência da República nº 6.447/2008.

As duas normas abrem espaço para que os recursos federais da alimentação escolar repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) às prefeituras de todo o país sejam utilizados para a compra direta de produtos da agricultura familiar.

O PL 2.877 prevê que no mínimo 30% dos recursos sejam utilizados na aquisição de gêneros alimentícios dos pequenos produtores. Considerando o orçamento do programa em 2008, se o PL estivesse aprovado, R$ 540 milhões teriam de servir para a compra de alimentos produzidos pelos pequenos agricultores, disse a coordenadora geral do Pnae, Albaneide Peixinho.

Ensino médio – O projeto de lei foi enviado pelo Executivo ao Congresso em fevereiro de 2008, mas, até agora, a comissão especial para estudar o assunto ainda não foi formada. “Temos de unir não só os agricultores familiares, mas todos que têm filhos em escolas públicas, professores, para pressionar o Congresso pela aprovação do projeto”, disse Albaneide aos participantes do seminário. O PL também amplia a alimentação escolar para o ensino médio, beneficiando oito milhões de estudantes, além dos 36 milhões de alunos do ensino fundamental e da educação infantil, que já contam com a merenda.

Regulamentação - O decreto 6.447/2008, que amplia o PAA, determina que os agricultores familiares podem vender seus produtos diretamente para a alimentação escolar, num limite de R$ 3.500 por ano para cada produtor. Mas ainda falta a operacionalização desta aquisição, que será definida pelo FNDE. Nas próximas semanas, será formado um grupo de trabalho com representantes do Fundo, da Companhia Nacional de Abastecimento, dos ministérios do Desenvolvimento Social e do Desenvolvimento Agrário, de universidades, representantes da sociedade e de agricultores para discutir essa regulamentação.

Data: 18/06/2008 Fonte.: ASCOM-FNDE

terça-feira, 10 de junho de 2008

06/06/2008 - ABRANDH

Abrandh apresenta sua posição sobre a crise mundial de alimentos.
Documento faz críticas ao modelo de desenvolvimento e traz sugestões para a superação da crise.

http://www.abrandh.org.br/index.php?arquivo=noticias&artigo=1896

Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (ABRANDH), entidade da sociedade civil que atua na promoção do direito humano à alimentação adequada, em âmbito local, nacional e internacional, divulgou nesta sexta-feira (6/6) um documento no qual expõe sua posição acerca da chamada “crise mundial de alimentos”.
A forte alta no preço dos alimentos está no centro das discussões internacionais por demonstrar a conjugação de vários fatores estruturais e conjunturais. No texto, a ABRANDH faz uma crítica ao modelo de desenvolvimento aplicado não apenas no Brasil, mas em escala global. “As políticas de desenvolvimento têm se pautado em interesses do mercado financeiro e não na garantia de direitos e na dignidade humana”, diz o documento, disponível no site da entidade (
www.abrandh.org.br).
Como contribuição ao intenso debate que vem ocorrendo, a ABRANDH também apresenta uma série de propostas para que a crise seja superada e as políticas de desenvolvimento a serem implementadas por países e organismos supranacionais levem em conta a necessidade de se garantir a realização dos direitos humanos em todo o mundo. Dentre as propostas, destacam-se: o fortalecimento da institucionalidade pública internacional e dos próprios Estados nacionais; o reconhecimento de que o acesso pleno a uma alimentação adequada é um direito humano; fortalecimento da democracia participativa global, envolvendo os movimentos sociais e as organizações da sociedade civil nos principais centros de decisão; a ampliação dos recursos destinados para políticas públicas de desenvolvimento agrário que fortaleçam a agricultura familiar, entre outras.

O documento, intitulado “A crise mundial de alimentos viola o direito humano à alimentação”, está disponível para download no seguinte endereço:

Mais informações:Elisabetta Recine Coordenadora Técnica da ABRANDH61-3272.8705
Jacqueline
Assessora CECANE UnB
Postado em 10/06/2008 às 16:52h

POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL: Um século de luta pelo direito à saúde

O documentário "POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL: Um século de luta pelo direito à saúde" conta a história das políticas de saúde em nosso país, mostrando como ela se articulou com a história política brasileira, destacando os mecanismos que foram criados para sua implementação, desde as Caixas de Aposentadorias e Pensões até a implantação do SUS.Sua narrativa central mostra como a saúde era considerada, no início do século XX, um dever da população, com as práticas sanitárias implantadas autoritariamente pelo Estado, de modo articulado aos interesses do capital, e como, no decorrer do século, através da luta popular, essa relação se inverteu, passando a ser considerada, a partir da Constituição de 1988, um direito do cidadão e um dever do Estado.Toda essa trajetória é contada através de uma narrativa ficcional, vivida por atores, com reconstrução de época, apoiada por material de arquivo.Para tornar a narrativa mais leve e atraente, o filme se vale da linguagem dos meios de comunicação dominantes em cada época, como o jornal, o rádio, a TV Preto e branco, a TV colorida e, por fim, a internet.O filme foi realizado por iniciativa da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, do Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS e a Universidade Federal Fluminense/UFF.A obra, de caráter formativo, terá distribuição gratuita, em todo o país, dirigida especialmente aos Conselhos de Saúde, instituições de ensino e movimentos sociais ligados à saúde.Estimula-se que o filme seja utilizado nas etapas municipais e estaduais da 13ª Conferência Nacional de Saúde. Uma versão legendada em espanhol e inglês está sendo discutida com a OPAS, para divulgação junto a países da América Latina, Caribe e África, que buscam no SUS uma referência.O documentário é composto por 5 capítulos, que podem ser assistidos em seqüência, com 60 minutos de duração, ou separadamente; cobrindo os seguintes períodos: 1900 a 1930; 1930 a 1945; 1945 a 1964; 1964 a 1988; e 1988 a 2006.Além do filme e dos capítulos, o DVD conta com os seguintes Extras:Making of: a construção do filmeEntrevistas:Agenor Álvares: Ministro da SaúdeAntônio Alves de Souza: Secretário de Gestão Estratégica e ParticipativaJosé Luiz Riani Costa: Depto de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUSAna Maria Costa: Departamento de Apoio à Gestão ParticipativaMemórias do Movimento de Saúde da Zona Leste de São Paulo.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Conselho denuncia merenda estragada no município de Sapé

Conselheiros constataram que quase uma tonelada de alimentos estava estragada enquanto o MPF condena prefeita por falta de merenda

O Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CAE), conhecido como Conselho da Merenda, constatou que quase uma tonelada de alimentos estava estragada. Os alimentos seriam entregues às unidades de ensino da rede pública municipal de Sapé. Dentre os produtos com data de validade vencida e outros que se apresentavam impróprios ao consumo humano estavam achocolatados, macarrão, extrato de tomate, feijão, soja, arroz açúcar, óleo de soja, biscoitos, leite, cacau, temperos, vinagre, margarina, carne moída, polpa de frutas, frango e até sal.Segundo os conselheiros, a secretária de Educação do município, Vera Lúcia Feliciano, teria aconselhado a entrega de alguns alimentos às escolas, mesmo estando com a data de validade vencida, pois, segundo a secretária, os alimentos ainda estariam adequados ao consumo. Os conselheiros foram contrários a esse posicionamento e encaminharam a denúncia à Câmara Municipal e à Curadoria da Infância e da Adolescência.A descoberta desses alimentos causou espanto ao Conselho e à comunidade escolar, já que no segundo semestre de 2007 faltou merenda em diversas escolas do município e recentemente A Justiça Federal determinou que a prefeitura de Sapé adoteasse medidas administrativas para que os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), fossem destinados, exclusivamente, ao custeio de alimentação infantil (pré-escolar e ensino fundamental), sem o desvio para despesas do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). A liminar foi concedida em ação civil pública, proposta em agosto de 2007, pelo Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB).

Por Jorge Galdino de Almeida

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Governador da Bahia sanciona Lei que cria Sisan no estado

Governador da Bahia sanciona Lei que cria Sisan no estado
O governador da Bahia, Jaques Wagner, sanciona na próxima terça-feira(20), o projeto de Lei nº 17.092/2008, que cria o Sistema Estadual deSegurança Alimentar e Nutricional (Sisan). O governador fará o anúncioda sanção às 9h30, no Salão Azul da Fundação Luíz Eduardo Magalhães, noCentro Administrativo da Bahia.O projeto foi proposto pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar eNutricional (Consea-BA) e recebeu o apoio da Casa Civil do Estado, daProcuradoria Geral e da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate àPobreza (Sedes).O Consea-BA organizou, no dia 30 de abril, uma audiência pública noplenário da Assembléia Legislativa da Bahia que contou com a presença de300 pessoas, sendo 57 representações da sociedade civil e 45 deputadosestaduais.No anúncio desta terça estarão presentes o ex-presidente e atualconselheiro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional,Chico Menezes, os conselheiros titulares e suplentes estaduais, além deparceiros da sociedade civil e do poder público.*Sisan *- O Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricionalarticula as várias esferas da sociedade, poder público, entidades dasociedade civil e instituições públicas e privadas na formulação eimplementação de políticas e ações de combate à fome e de promoção dasegurança alimentar e nutricional.Fazem parte do Sisan: as Conferências Estaduais, Territoriais eMunicipais de Segurança Alimentar e Nutricional, o Consa-BA, a InstânciaIntersetorial de Governo criada especificamente para a elaboração doPlano, os conselhos municipais e demais órgãos e instituições desegurança alimentar e nutricional nos municípios, e instituiçõespúblicas e privadas, com ou sem fins lucrativos, que manifestem interesse e se enquadrem nos critérios de participação no Sistema.
Informações do Consea-BA.
*Serviço*Anúncio da sanção da Lei de Segurança Alimentar e Nutricional
Data: 20 de maio (terça-feira) Horário: 9h30Local: Salão Azul da Fundação Luíz Eduardo Magalhães, Centro Administrativo da Bahia
*Informações*Assessoria de Comunicação Consea-BA Juliana Freitas(71)3115-3817 julianafreitas@sedes.ba.gov.br

Semana dos Alimentos Orgânicos Mobiliza 24 Estados e DF

Semana dos Alimentos Orgânicos Mobiliza 24 Estados e DF.
O estímulo ao consumo dos alimentos orgânicos e ações de esclarecimentosobre seus benefícios ambientais, sociais e nutricionais são objetivosda quarta edição da Semana dos Alimentos Orgânicos, que acontecerá,simultaneamente, em em 24 estados e no Distrito Federal, no período de26 de maio a 1º de junho. A promoção é do Ministério da Agricultura,Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com as Comissões Estaduaisde Produção Orgânica.De acordo com o coordenador de Agroecologia do Ministério daAgricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rogério Dias, em época deaquecimento global e mudanças climáticas, os sistemas orgânicos deprodução oferecem alternativas de manejo que consideram o meio ambientecomo parceiro do processo produtivo. "Com isso, podemos produziralimentos saudáveis, nutritivos e seguros para a população brasileira efuturas gerações. Os adeptos desse sistema consomem alimentos semagrotóxicos e contribuem para o fortalecimento de uma produçãoagropecuária que se preocupa não apenas em produzir, mas também com orespeito à terra e aos seres vivos", explicou.Desde 2005, quando ocorreu a primeira edição da Semana dos AlimentosOrgânicos, em que participaram 18 unidades da federação, representantesde organizações governamentais e não-governamentais trabalham com opropósito de aproximar produtores e consumidores para reunir esforços namelhoria da qualidade de vida no campo e cidade.*Mercado - *Estima-se que 15 mil produtores cultivem orgânicos em áreade 800 mil hectares, no País. Com a regulamentação do decreto dosorgânicos, em dezembro de 2007, os produtores têm o prazo de dois anospara se adequarem ao sistema. A partir daí será possível levantar onúmero exato de certificadoras e produtores em cada estado.Seis instruções normativas sobre alimentos orgânicos estarão em consultapública até 12 de junho. A expectativa do Ministério da Agricultura épublicá-las, oficialmente, até o fim deste semestre.
*Informações* Assessoria de Comunicação do Mapa (61) 3218-2203/2204
* Fonte: * Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação(61) 3411.3349 / 2747

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Polícia investigará licitação para merenda.

Polícia investigará licitação para merenda.

Para concorrer, empresas tinham que fazer laudos sobre 127 unidades em apenas 11 dias. A Delegacia de Defraudações abriu inquérito ontem para investigar a compra de merenda pela Fundação Apoio à Escola Técnica (Faetec), no Rio de Janeiro. De acordo com informações obtidas pelo Globo, para conseguir se habilitar para participar da licitação, as empresas tinham que participar de uma verdadeira gincana. Em 11 dias, sendo sete úteis, elas teriam que entregar documentos que demoram mais que isso para ficar prontos. Além disso, as empresas teriam que percorrer todas as 127 unidades (em 92 endereços) da fundação no Rio e descrever cada uma delas. Com um detalhe: as unidades só podiam receber os técnicos entre 10h e 13h e 14h e 16h, de segunda a sexta. Antigos fornecedores venceram 3 de 4 lotes As exigências estavam no edital número 001/2008 da Faetec, publicado no dia 11 de janeiro. A fundação estava licitando o fornecimento de 338.716 refeições e 1.735.472 lanches por mês por um ano, pelo valor máximo de R$ 17,7 milhões. A licitação aconteceu no dia 23 de janeiro e o resultado ficou longe de ser uma surpresa. Oferecendo 1% de desconto (R$ 17,5 milhões) sobre o preço máximo, as três empresas que já forneciam venceram três dos quatro lotes. O que não foi vencido pelas que já estavam ficou com uma firma de um parente de uma das antigas fornecedoras. Somente as quatro empresas disputaram os quatro lotes. Para se habilitarem, as empresas tiveram que, em 11 dias, entregar laudos bromatológicos/ microbiológicos (que analisam a qualidade e as características dos alimentos) de 182 produtos. Os laudos têm que ser emitidos pelo Ministério da Agricultura ou por laboratórios públicos. Mas o tempo para fazer um documento desse tipo com padrões mínimos em laboratórios públicos, de acordo com Hilda Barros, professora do Laboratório de Bromatologia do Instituto de Nutrição da Uerj, é de 14 dias no mínimo. A média, segundo ela, é de 45 dias. No mesmo prazo de 11 dias, as empresas teriam que visitar todas as 127 unidades e subunidades, espalhadas por todas as regiões do estado. As visitas, contudo, têm que ser autorizadas pelo Departamento de Licitações da Faetec, em Quintino. Subunidades, um memorial descritivo. O documento é um relatório sobre o que existe para armazenagem e para servir alimentos. Segundo o Conselho Regional de Nutrição, em média um nutricionista deveria ter cinco dias para preparar cada memorial. Se uma empresa tivesse quatro técnicos, cada um precisaria fazer 32 visitas e memoriais (média de cinco por dia). O edital deste ano difere muito pouco dos lançados anteriormente, quando as empresas vencedoras foram a Comercial Milano, a Home Bread e a Comercial Flex. O edital de 2008 começou a ser feito em 24 de outubro de 2007, mas demorou 80 dias para tornar-se público. A única nova empresa contratada este ano foi a Ermar Alimentos. Ela ganhou um lote que estava até o ano passado em poder da Milano. O dono da Ermar é primo dos donos da Milano, conforme documentos da CPI da Merenda da Câmara dos Vereadores. A diretora de licitações da fundação, Luciana Camargo, afirmou que quatro empresas se credenciaram para disputar os quatro lotes. Luciana informou que as firmas credenciaram no departamento de licitações entre quatro e dez pessoas para fazerem as visitas. Segundo ela, as empresas poderiam apresentar protocolos de que pediram os laudos, caso eles não estivessem prontos - o que não está no edital.


Data: 17/05/2008

Fonte.: O GLOBO

Estado e segurança alimentar: alcances e limitações de políticas públicas no Brasil

O link abaixo remete-se a um artigo publicado pela PUCRS em dezembro de 2007 por :
Wanda Griep Hirai
Flávio Sacco dos Anjos

Eles fala sobre:

Estado e segurança alimentar: alcances e limitações de políticas públicas no Brasil.

Leitura interessante!

Bom proveito!

http://revistaseletronicas.pucrs.br/scientiamedica/ojs/index.php/fass/article/view/2322/1813

Enap e Consea estudam parcerias em segurança alimentar e nutricional.

Enap e Consea estudam parcerias em segurança alimentar e nutricional .

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) quer firmar parcerias com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) para incluir a questão do combate à fome e da promoção da alimentação adequada nas atividades e cursos de formação e especialização. Para discutir formas de colaboração entre as duas instituições, o presidente do Consea, Renato S. Maluf, foi recebido pela presidente da Enap, Helena Kerr do Amaral. Também participaram do encontro a diretora de Comunicação e Pesquisa da Enap, Paula Montagner, e o coordenador da Secretaria Executiva do Consea, Paulo Cavalcanti. Uma das possibilidades é a utilização do trabalho do Consea no estágio de formação dos novos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental. "As atividades desenvolvidas no Consea, em virtude de sua natureza transversal e participação majoritária da sociedade civil organizada, podem constituir excelente laboratório para observação do processo de formação de agenda para as políticas públicas na área de segurança alimentar e nutricional, reforçando os conhecimentos teóricos ministrados nos cursos de formação e aperfeiçoamento de carreiras da Enap", explica Paulo Estevão, coordenador da Secretaria do Consea. Para marcar o início desta parceria, a próxima edição da Revista do Serviço Público, publicada pela Enap, trará um artigo do presidente do Consea sobre segurança alimentar e nutricional.


Data: 15/05/2008

Fonte.: Assessoria de Comunicação do CONSEA

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Governo repassa verba para compra da merenda .

Governo repassa verba para compra da merenda .

O governo federal repassou na última semana mais R$ 65.753,60 para compra de alimentos destinados à merenda escolar, em Umuarama. A informação foi transmitida na manhã de ontem pela administração municipal. O dinheiro é viabilizado através convênio que o município mantém com o MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE), garantindo o repasse de dez parcelas mensais. A verba garantida pelo governo destina-se exclusivamente à aquisição de alimentos. Diariamente são servidas 20 mil refeições nas 39 escolas da rede pública local, sendo 20 da rede estadual de ensino, além de 22 creches, 500 alunos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e mais 19 entidades assistenciais. Para atender essa grande demanda, a Prefeitura de Umuarama desenvolve outros programas, como o Banco de Alimentos e o Compra Direta, ambos também com apoio do governo federal, e a Horta Municipal. "Com esse esforço conseguimos garantir uma merenda de primeira qualidade às nossas crianças", garante a nutricionista Aline Cioni, chefe da Divisão de Merenda Escolar da prefeitura.


Data: 13/05/2008

Fonte.: Umuarama Ilustrado-PR

Conferência em Roma debaterá segurança alimentar, mudanças climáticas e bioenergia

Conferência em Roma debaterá segurança alimentar, mudanças climáticas e bioenergia
14.05.2008
A Conferência de Alto Nível sobre a Segurança Alimentar Mundial: e os Desafios das Mudanças Climáticas e da Bioenergia, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com a participação de Chefes de Estado e de Governo, responde à emergência internacional provocada pela alta dos preços dos alimentos. Junto a soluções imediatas, tratará de traçar uma estratégia para a segurança alimentar mundial nos próximos anos.
A reunião abordará os novos desafios da segurança alimentar, como as mudanças climáticas e a bioenergia. E também avaliará as políticas e medidas necessárias para ajudar os agricultores a conviver com preços mais altos e produzir mais alimentos para a crescente população mundial.
A importância crucial desses temas garante a participação de um número importante de líderes mundiais, incluindo o presidente da França, Nicolas Sarkozy; do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; Cristina Fernández de Kirchner, da Argentina, e o Secretario Geral da ONU, Ban Ki-moon. O presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Renato S. Maluf, integra a delegação brasileira.
ServiçoConferência de Alto Nível sobre a Segurança Alimentar Mundial e os Desafios das Mudanças Climáticas e da BioenergiaData: 3 a 5 de junho Local: Sede central da FAO (Viale delle Terme di Caracalla, Roma - Itália)


Fonte: Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)

terça-feira, 13 de maio de 2008

A fome no mundo não é um fenômeno novo.


Há muito conhecido dos que estudam a questão alimentar, o escândalo finalmente estalou na opinião pública: a substituição da agricultura familiar, camponesa, orientada para a auto-suficiência alimentar e os mercados locais, pela grande agro-indústria, orientada para a monocultura de produtos de exportação (flores ou tomates), longe de resolver o problema alimentar do mundo, agravou-o.
Tendo prometido erradicar a fome do mundo no espaço de vinte anos, confrontamo-nos hoje com uma situação pior do que a que existia há quarenta anos. Cerca de um sexto da humanidade passa fome; segundo o Banco Mundial, 33 países estão à beira de uma crise alimentar grave; mesmo nos países mais desenvolvidos os bancos alimentares estão a perder as suas reservas; e voltaram as revoltas da fome que em alguns países já causaram mortes. Entretanto, a ajuda alimentar da ONU está hoje a comprar a 780 dólares a tonelada de alimentos que no passado mês de março comprava a 460 dólares.
A opinião pública está a ser sistematicamente desinformada sobre esta matéria para que se não dê conta do que se está a passar. É que o que se está a passar é explosivo e pode ser resumido do seguinte modo: a fome do mundo é a nova grande fonte de lucros do grande capital financeiro e os lucros aumentam na mesma proporção que a fome.
A fome no mundo não é um fenômeno novo. Ficaram famosas na Europa as revoltas da fome (com o saque dos comerciantes e a imposição da distribuição gratuita do pão) desde a Idade Média até ao século XIX. O que é novo na fome do século XXI diz respeito às suas causas e ao modo como as principais são ocultadas. A opinião pública tem sido informada que o surto da fome está ligado à escassez de produtos agrícolas, e que esta se deve às más colheitas provocadas pelo aquecimento global e às alterações climáticas; ao aumento de consumo de cereais na Índia e na China; ao aumento dos custos dos transportes devido à subida do petróleo; à crescente reserva de terra agrícola para produção dos agro-combustíveis.
Todas estas causas têm contribuído para o problema, mas não são suficientes para explicar que o preço da tonelada do arroz tenha triplicado desde o início de 2007. Estes aumentos especulativos, tal como os do preço do petróleo, resultam de o capital financeiro (bancos, fundos de pensões, fundos hedge [de alto risco e rendimento]) ter começado a investir fortemente nos mercados internacionais de produtos agrícolas depois da crise do investimento no sector imobiliário.
Em articulação com as grandes empresas que controlam o mercado de sementes e a distribuição mundial de cereais, o capital financeiro investe no mercado de futuros na expectativa de que os preços continuarão a subir, e, ao fazê-lo, reforça essa expectativa. Quanto mais altos forem os preços, mais fome haverá no mundo, maiores serão os lucros das empresas e os retornos dos investimentos financeiros.
Nos últimos meses, os meses do aumento da fome, os lucros da maior empresa de sementes e de cereais aumentaram 83%. Ou seja, a fome de lucros da Cargill alimenta-se da fome de milhões de seres humanos.
O escândalo do enriquecimento de alguns à custa da fome e subnutrição de milhões já não pode ser disfarçado com as "generosas" ajudas alimentares. Tais ajudas são uma fraude que encobre outra maior: as políticas econômicas neoliberais que há trinta anos têm vindo a forçar os países do terceiro mundo a deixar de produzir os produtos agrícolas necessários para alimentar as suas próprias populações e a concentrar-se em produtos de exportação, com os quais ganharão divisas que lhes permitirão importar produtos agrícolas... dos países mais desenvolvidos.
Quem tenha dúvidas sobre esta fraude que compare a recente "generosidade" dos EUA na ajuda alimentar com o seu consistente voto na ONU contra o direito à alimentação reconhecido por todos os outros países.
O terrorismo foi o primeiro grande aviso de que se não pode impunemente continuar a destruir ou a pilhar a riqueza de alguns países para benefício exclusivo de um pequeno grupo de países mais poderosos. A fome e a revolta que acarreta parece ser o segundo aviso. Para lhes responder eficazmente será preciso pôr termo à globalização neoliberal, tal como a conhecemos.
O capitalismo global tem de voltar a sujeitar-se a regras que não as que ele próprio estabelece para seu benefício. Deve ser exigida uma moratória imediata nas negociações sobre produtos agrícolas em curso na Organização Mundial do Comércio. Os cidadãos têm de começar a privilegiar os mercados locais, recusar nos supermercados os produtos que vêm de longe, exigir do Estado e dos municípios que criem incentivos à produção agrícola local, exigir da União Europeia e das agências nacionais para a segurança alimentar que entendam que a agricultura e a alimentação industriais não são o remédio contra a insegurança alimentar. Bem pelo contrário.
Anelise Rizzolo de Oliveira PinheiroPesquisadora Associada do OPSAN/UNBDoutoranda em Política Social - SER/UNB

A FOME INFAME

A FOME INFAME

Transnacionais de alimentos lucram com aumento da fome.

A fome no mundo é a nova grande fonte de lucros do grande capital financeiro e os lucros aumentam na mesma proporção que a fome. Nos últimos meses, os meses do aumento da fome, os lucros da maior empresa de sementes e de cereais aumentaram 83%. Ou seja, a fome de lucros da Cargill alimenta-se da fome de milhões de seres humanos.

A análise é de Boaventura de Sousa Santos.

08/05/2008

Alimentar o Brasil

Alimentar o Brasil

Renato S. Maluf.

A alta dos preços dos alimentos e o reduzido nível dos estoques comprometemo acesso aos alimentos em todo o mundo, com reflexos no Brasil. Essa crisenão pode ser dissociada dos padrões iníquos e insustentáveis de produção,distribuição e consumo de alimentos, nem dos efeitos da liberalizaçãocomercial, com o desmonte dos instrumentos de ação do Estado no tocante aoabastecimento alimentar.

Nesse contexto, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional(Consea) encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início domês, uma exposição de motivos e algumas propostas. Acreditamos que asegurança alimentar e nutricional engloba uma série de questões, entre elaso acesso à terra e à água, o fomento à agricultura familiar de baseagroecológica, a recuperação da capacidade reguladora do Estado e aampliação de ações estruturantes e emancipatórias.

Defendemos uma Política Nacional de Abastecimento Alimentar que promovaformas socialmente eqüitativas e ambientalmente sustentáveis de produção ecomercialização de alimentos, valorize e dê prioridade à agriculturafamiliar e aos pequenos empreendimentos rurais e urbanos. A garantia dodireito humano à alimentação, a promoção da soberania alimentar e a criaçãode políticas públicas neste sentido são compromissos reafirmados pelopresidente da República, consagrados pela Lei 11.346 (Lei de SegurançaAlimentar e Nutricional), por ele sancionada em 2006.

Reconhecendo os inegáveis avanços sociais conquistados nos últimos anos, emespecial na ampliação do acesso à alimentação pelos segmentos sociais debaixa renda, queremos ir além e, para tanto, urge intensificar o ritmo deimplantação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional,previsto por lei, nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Defendemos a eliminação das formas abusivas de intermediação, a maioraproximação entre a produção e o consumo de alimentos com o incentivo doscircuitos locais e regionais de abastecimento, o estímulo à oferta deprodutos diversificados da agricultura familiar, o acesso dos pequenosagricultores aos mercados e a redução do desperdício de alimentos, entreoutras propostas.

Precisamos fortalecer e qualificar o pequeno varejo de alimentos, estimularredes e fundos solidários, associações e cooperativas de pequenos produtorese assentados, bem como envolver quilombolas, agroextrativistas, pescadores eindígenas.

Assim poderemos alimentar os projetos de um Brasil melhor, com justiçasocial, com soberania e segurança alimentar, um país que promove o direitohumano à alimentação adequada e saudável, um direito essencial à vida e àdignidade de toda pessoa humana.

Renato S. Maluf é economista, professor da Universidade Federal Rural do Riode Janeiro e presidente do Consea.

Artigo publicado no O Popular em 28/04/2008

Losan BA: Assembléia Legislativa aprova projeto sobre alimentação‏

Foi aprovado por unanimidade, ontem, na Assembléia Legislativa, oprojeto de lei do Executivo estadual que criou o Sistema Estadual deSegurança Alimentar e Nutricional, uma adequação da lei federal deSegurança Alimentar.
A lei estabelece obrigações da administração pública para garantir oacesso à alimentação saudável e assegura a participação da sociedadecivil organizada na formulação de políticas e ações direcionadas àsegurança alimentar e nutricional. Os índices observados no Estado foramum poderoso argumento para a aprovação do projeto, que deverá atender a1,5 milhão de famílias que, na Bahia, vivem abaixo da linha da pobreza.
“A Bahia é o Estado que mais recebe recursos do Bolsa-família, atendendoa 1,4 milhão de famílias que vivem com renda inferior a R$ 165”,assinalou o líder de governo na AL, Waldenor Pereira (PT). A leiestadual de Segurança Alimentar e Nutricional foi elaborada a partir dediscussões mantidas em 17 audiências públicas no interior doEstado, coordenados pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar(Consea), que tem dois terços da diretoria formada por representantes dasociedade civil. O Consea, que foi criado a partir de decreto em 2003,renovado em 2007 pelo governador Jaques Wagner, também assume a forma de lei.
“Isso significa que será uma política de Estado e não uma ação degoverno”, explicou o presidente da entidade, Carlos Eduardo de SouzaLeite, destacando os números negativos na Bahia. “Em 2004, o IBGEapontou 4,9 milhões de pessoas em situação alimentar grave e 50,2 % dapopulação em situação de insegurança alimentar, ou seja, sem condiçõesde ter três refeições diárias”, disse Leite, observando a importância daLei de Segurança Alimentar como instrumento de controle social,definição de orçamento e metas.
Com recursos de programas federais e estaduais, o projeto será geridopor conselhos estaduais e municipais, setores privados e um grupogovernamental, formado por secretarias de governo ligadas à segurançaalimentar.
Para o deputado Waldenor Pereira, a gravidade da situação na Bahia, queé o 6º Estado produtor no Brasil e a 1ª economia nordestina, revela anecessidade de formas eficazes de controle. “O objetivo é reverter essadura realidade”, disse, explicando que estarão debatidas questõesligadas à agricultura familiar, merenda escolar, água, habitaçãopopular, dentre outros que levem ao objetivo de garantir alimentaçãosaudável à população e, conseqüentemente, melhor qualidade de vida.
LEI A lei define as formas e possibilidades de acesso aos alimentos, pormeio da agricultura familiar, do processamento, da industrialização, dacomercialização, incluindo-e acordos internacionais de abastecimento ede distribuição de alimentos e de geração de trabalho.
Com a participação da sociedade civil, será elaborado o Plano Estadualde Segurança Alimentar e Nutricional, com metas, orçamento e indicadoresde monitoramento, tendo por base diagnósticos periódicos da situação deinsegurança e risco alimentar e nutricional no Estado.
Votãção do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado daBahia foi aprovado ontem por 39 votos favoráveis e nenhum votocontrário. Desses, 34 da bancada governista. O vice líder da oposição,deputado Heraldo Rocha (DEM), anunciava, antes da votação, a disposiçãoda bancada em aprovar o projeto. “Só esperamos que o governo não selimite aos debates, mas que operacionalize a lei, de forma a garantir aqualidade da alimentação no Estado”, frisou.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Campanha Merenda Escolar

A alimentação escolar saudável é um direito humano e precisa ser garantida às crianças e adolescentes brasileiros. Para difundir essa idéia, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) inicia uma campanha educativa com o envio de 553 mil cartazes pedagógicos a toda a rede pública de educação infantil e ensino fundamental. O intuito é conscientizar alunos, professores e diretores sobre o direito dos estudantes a uma dieta adequada e nutritiva no ambiente escolar. Os cartazes devem chegar às 170 mil escolas da rede oficial de todo o país até o fim do mês.

O cartaz ainda foi traduzido para três línguas (inglês, francês e espanhol) e será distribuído às embaixadas dos países da América Latina e do Caribe, para que esse trabalho de conscientização também seja feito em outras nações. A peça educativa foi apresentada nesta sexta-feira, 18, no Itamaraty, pelo presidente do FNDE, Daniel Balaban, no Plenário da 30ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para América Latina e Caribe.

A campanha brasileira, que reúne os esforços dos ministérios da Educação, do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, das Relações Exteriores, da Saúde e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, teve repercussão positiva frente aos representantes dos 33 países que participaram da conferência da FAO. Tanto a FAO quanto o Programa Mundial de Alimentos (PMA), da ONU, se interessaram e irão disponibilizar em seus sítios na Internet a imagem do cartaz nas quatro línguas, para uso pelos países e organismos interessados.

Para visualizar o cartaz em imagem original, acesse: http://www.rebrae.com.br/conteudo_noticias.php?id=569

terça-feira, 15 de abril de 2008

Recursos da merenda escolar referentes a fevereiro e março estão liberados.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) liberou este ano duas parcelas de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) para atender escolas públicas do ensino fundamental. Com orçamento de R$ 1,6 bilhão, o programa atende, em caráter suplementar, necessidades nutricionais de 36 milhões de alunos durante sua permanência em sala de aula.Com a transferência automática de recursos, o programa garante a alimentação escolar dos alunos da educação infantil (creches e pré-escola) e do ensino fundamental matriculados em escolas públicas e filantrópicas e nas escolas indígenas.Os valores transferidos já estão disponíveis nas contas-correntes das secretarias de Educação dos municípios, estados e Distrito Federal.

Fonte.: ASCOM-FNDE

Veja os recursos transferidos para o Ensino Fundamental, Pré-Escola, Creche, Escola Indígena e Quilombola no site da rebrae:
http://www.rebrae.com.br/conteudo_noticias.php?id=544

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Corrupção deixa escolas sem merenda e sem banheiros

Por Eduardo Faustini - Fantástico
Na terceira maior cidade do Maranhão, crianças não têm o que comer na escola. E o banheiro delas é o mato. Sem merenda, alunos levam de casa tudo o que têm para o lanche: farinha, óleo e sal. Enquanto isso, a prefeitura compra 22 toneladas de uma carne que não existe. A reportagem é de Eduardo Faustini.
“Queria cadeira, banheiro novo, pia no nosso banheiro, quadro, merenda”, enumera Isamara, de 12 anos.
O Fantástico visitou duas escolas de ensino fundamental da zona rural de Caxias, a terceira maior cidade do Maranhão. Nelas, a palavra 'escola' ainda faz sentido por um único motivo: as professoras, os pais e os pequenos alunos acreditam na educação. Carteira destruída, arteira sem assento, encosto desfolhado, vigas do teto arrebentadas. Para esses brasileirinhos, falta quase tudo. Mas, para fornecedores da prefeitura e empreiteiros contratados pelo município, dinheiro não parece ser um problema.
“A prefeitura paga direitinho?”, pergunta o repórter.“Paga, paga. Aqui o prefeito é bom pagador”, ri o engenheiro José Ribamar Serra.
Enquanto isso, ir à aula pode ser muito perigoso. Crianças caminham na beira da estrada. Elas têm pressa.
“A gente tenta chegar cedo, porque se chegar tarde, as cadeiras não prestam”, conta Isamara.


Reportagem completa : http://www.abrandh.org.br/index.php?arquivo=noticias&artigo=1858
Assista ao vídeo da reportagem: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1676968-4005,00.html

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Municípios-Polos das capacitações 2008

O Cecane Norte e Centro-Oeste fará capacitações ao longo do primeiro semestre de 2008. Serão aproximadamente 55 capacitações. As capacitações serão voltados aos agentes relacionados diretamente à alimentação do escolar, sendo os Nutricionistas, Merendeiros e Conselheiros. Abaixo segue a lista dos 51 Municípios-Pólos onde serão realizadas as capacitações. Serão ainda abrangidos vários outros municípios próximos aos Municípios-Polos.

Óbidos (PA), Paraíso do Tocantins (TO), Brasília (DF), Gurupi (TO) ,
Nova Andradina (MS), Santa Maria do Pará (PA), Aparecida de Goiânia (GO),
Maracaju (MS), Capanema (PA), Colinas do Sul (GO), Goianópolis (GO),
Posse (GO), Palmas (TO), Marabá (PA), Porto Velho (RO),
Três Lagoas (MS), Tucuruí (PA), Alvorada Norte (GO), Ji Paraná (RO)
Campo Grande (MS), Careiro da Várzea (AM), Marituba (PA), Ananás (TO)
Colinas do Tocantins (TO), Bonito (MS), Iranduba (AM), Manacapuru (AM)
Paragominas (PA), Sítio Novo do Tocantins (TO), Pedro Afonso (TO),
Autazes (AM), Nova Olinda (TO), São Domingos do Capim Novo (PA),
Taguatinga (TO), Sena Madureira (AC), Irituia (PA), Manuel Urbano (AC),
São Miguel do Guamá (PA), Brasiléia (AC), Nova Timbuteua (PA),
Porto Nacional (TO), Porto Acre (AC), Guaraí (TO), Araguaína (TO)
Dianópolis (TO),
Uruaçu (GO), Dourados (MS), Turvelândia (GO) ,
Ulianóplois (PA), Miracema do Tocantins (TO) e Ipixuna (PA).

terça-feira, 1 de abril de 2008

Mobilização da sociedade será fundamental para aprovação de nova legislação da alimentação escolar

Por Rogério Tomaz Jr. - ABRANDH
Em seminário que teve início na manhã desta segunda (17), em São Paulo(SP), dezenas de entidades e representantes do poder público enfatizaram a necessidade de mobilização da sociedade para garantir a aprovação rápida e sem distorções do projeto de lei 2.877/2008, que se refere à alimentação escolar.
O PL, apresentado pelo Governo e elaborado no âmbito do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) e do Ministério da Educação (MEC), traz novidades importantes para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Dentre elas, destacam-se o detalhamento mais preciso do conceito de alimentação escolar e a definição de diretrizes para as políticas públicas destinadas a este setor. A estes itens soma-se a indicação de que 30% do abastecimento da “merenda escolar” deve ser feita através da agricultura familiar.

Reportagem completa encontra-se em:
http://www.abrandh.org.br/index.php?arquivo=noticias&artigo=1855

terça-feira, 18 de março de 2008

Monitores selecionados pós capacitações FNDE E CECANE Norte-Centro-Oeste de 10 a 14 de março de 2008. Brasília. DF.

Lista de monitores selecionados para capacitações do 1º semestre de 2008:

Amanda Borges de Queiroz
Amanda Pinho Rodrigues
Ariane Santos de Souza
Carolina Martins dos Santos Chagas
Carlos Eugênio Costanzo

Denise Azevedo Gois
Ecirleide Santos de Oliveira Lins Noronha
Érika Carolina e Silva Ximenes
Flávia Aparecida Vieira
Francisco Sabino de Souza Júnior
Geise Chaves de Oliveira Bertolin
Hellen Susy Soares Liberato
Jaqueline Cortez Bittencourt
Kelini Sousa da Costa
Lidiane Batista Muniz
Lorena Golçalves Chaves
Luciana de Carvalho Torres
Luciene Ribeiro dos Santos
Mádia Costa
Márcio Aparecido dos Reis
Patrícia Correa Maldi
Raphael de O. Costa
Renan Maia
Roberta Pereira Vilhena do Nascimento
Wernne Pereira e Silva


Dúvidas entrar em contatos com CECANE UnB pelos telefones:
(61) 3035-4258 ou 3035-4256

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Processo Seletivo para trabalhar como monitor do CECANE

Contrato temporário para Nutricionistas e Contabilistas

O CECANE - Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar ( UnB-FNDE) está contratando Nutricionistas e Contabilistas para atuarem como monitores, em cursos de capacitação técnica para a merenda escolar.
Contrato temporário, com pagamento por produto, nos meses de abril, maio e junho, em tempo integral. Em março é necessário participação em treinamento, com direito a certificado fornecido pelo FNDE e CECANE.
Número de Vagas: 22 para cada modalidade.
Os interessados deverão encaminhar email, em formato .doc, com nome em destaque, para cecaneunb@gmail.com até 21/02/08.

Ações CECANE - 2008

A parceria firmada entre o FNDE e a Universidade de Brasília na constituição do CENTRO COLABORADOR EM ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DO ESCOLAR (CECANE) em 2007, tem como objetivo a contribuição para a consolidação da Política de Segurança Alimentar e Nutricional no ambiente escolar.
Resultados esperados para o ano de 2008:
Para o ano de 2008, vislumbra-se a execução da capacitação dos conselheiros em alimentação escolar, nutricionistas e merendeiros envolvidos no PNAE; o desenvolvimento de pesquisas na área de educação nutricional e teste de aceitabilidade; a realização de eventos sobre a temática da alimentação escolar; o apoio técnico e científico prestado ao FNDE e às regiões Norte e Centro-Oeste; a inserção do conteúdo de alimentação escolar, SAN e controle social na formação profissional (graduação), entre outras ações.
- Pesquisas na área de SAN e saúde do escolar:
1) Definição do índice de aceitabilidade para os testes de aceitabilidade aplicados pelos estados e municípios no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE.
2) Implantação da educação nutricional no currículo escolar de escolas públicas do Distrito Federal.
- Capacitação de agentes envolvidos na PNAE;
- Inserção do conteúdo de alimentação escolar, SAN e controle social na formação profissional (graduação);
- Informações sobre alimentação e nutrição do escolar organizadas e disponibilizadas;
- Realização de eventos (jornadas, cursos, entre outros).

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Apresentação - Quem somos nós

O CECANE - Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar - Norte e Centro-Oeste foi criado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação/FNDE e está fundamentado na Portaria Interministerial – Saúde e Educação do governo.
Por meio dessa portaria pretende-se atingir as metas do milênio para Educação e Saúde - onde foram instituídas diretrizes para a promoção da alimentação saudável nas escolas de educação infantil, fundamental e nível médio das redes pública e privada, em âmbito nacional, favorecendo o desenvolvimento de ações que promovam e garantam a adoção de práticas alimentares mais saudáveis.
Objetivando atender as diretrizes da Estratégia Fome Zero, o FNDE firmou parceria com 5 Instituições de Ensino Superior (UNB, UFBA, UFRGS, UFPR E UNIFESP-SANTOS), constituindo os CECANES.
O CECANE Norte e Centro-Oeste trabalha juntamente com a Universidade de Brasília - UNB - para atingir seu objetivo de contribuir para a efetivação e consolidação da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional – LOSAN, no ambiente escolar com vistas a assegurar o direito humano à alimentação adequada.
A equipe do CECANE é composta pelas professoras Maria de Lourdes Rodrigues e Raquel Botelho da Universidade de Brasília; as coordenadoras Nina Amorim e Juliana Rezende; as assessoras Débora Ronca, Flávia Vieira, Aline Guimarães e Cecília Dowsley; por alunas de graduação de nutrição e por monitores - nutricionistas e contabilistas.